Dança
Dia Hoje.
Mundial para que se lembre.

Dança de Salão:
Harmoniosa, sensual.

Dança de Rua:
Ritmo, movimento.

Dança Tradicional:
Vira, rodopia.

Dança
Dança sem parar…
Hoje e no futuro…

- Vamos dançar!?

 
Luzita



25 de Abril de 1974

Pequena eu, de ar franzino e sorriso tímido. Criança feliz, alheia às mudanças do mundo e do país.
Longe da Vila onde nasci, na capital, Lisboa a revolução dos cravos mudava a opressão do povo.
Ouviam-se gritos de alegria e liberdade.

- O POVO UNIDO JAMAIS SERÁ VENCIDO!
- VIVA A LIBERDADE!

Armas silenciadas por cravos.
Soldados unidos pela justiça.
Povo liberto, festejando na rua.
Às Vilas e Aldeias, as notícias chegam pelo rádio.
Olham-se os ouvintes, o medo no olhar, a incerteza do futuro em cada coração.
Vejo-os. Oiço-os. Mas, não compreendo as suas inquietações.
Criança que era, que fui e adulta que hoje sou…
Oiço Abril.

Abril de 2008.
As comemorações, as canções, os protagonistas, os soldados, os Homens e Mulheres de 74 e de hoje.
Cantam, recordam o dia, gritam de novo:
- O POVO UNIDO JAMAIS SERÁ VENCIDO!
- VIVA A LIBERDADE!
- VIVA ABRIL DE 74!

VIVA ABRIL DE HOJE E DE SEMPRE!
 



O coração sente,

a alma não esquece… 
a memória guardará para sempre.



 
Ai coração, coração…
Triste em mim,
sarapintado de negra dor.

Partiram os Amigos: Paulo e Emília.
Silêncio de morte.

Jamais se ouvirão as suas vozes, os seus risos,…
Se trocarão as nossas palavras.
Se partilharão as vitórias, as derrotas, as lutas,
as alegrias, as tristezas,….
Jamais!…

Em mim…
Ficam as recordações de momentos de felicidade,
juntos, marcantes e registados na eternidade.
Ficam a amizade que perdurou nos anos e a magia do amor.
Ficam os “Ih, ihs” de alegria e os beijinhos da despedida.

Rolam as lágrimas pelo meu rosto…

Em mim…
A certeza:
Jamais se esquece quem nos tocou o coração, o corpo, a alma, a vida…
Jamais se deixará de amar, quem nos amou como fomos e somos.
Jamais as rosas serão as mesmas, sem o vosso brilho.
Jamais eu serei a mesma, sem vocês Meus Amigos.

Jamais!



PAUSA - REFLEXÃO
 
Às vezes é preciso…

Para:
Sarar as feridas.
Aliviar o sofrimento.
Reencontrar a serenidade.
Sentir a paz.
Ouvir o silêncio.
Passar o tempo.

Esperar…
Sarar.
Aliviar.
Reencontrar.
Sentir.
Ouvir.
Procurar.
Passar.
Esperar…

… e…

Voltar…
Aqui.
Agora.
Hoje…

As palavras e eu…
ííí
ïLuzitað
îîî



Fitinha deIS. SebastiãoJ

Anos 70
Domingo de Janeiro.
Dia de vestir roupa domingueira e ir à missa.
É preciso despachar, está quase na hora.
Dá-se corrida para chegar a tempo.
- Que se passa? A igreja está fechada.
Hoje a missa é mais longe, é a festa de S. Sebastião.
A capela é pequenina, não cabem todos os paroquianos.
No terreiro e na estrada, também se ouve o sermão.
Lançam-se os foguetes. Saúdam-se os amigos.
Irrequietas as crianças de fita vermelha traçada no peito.
Crença antiga e bênção de
S. Sebastião para protecção de doença.
Sorriso triste o meu.
Criança sem fita e sem dinheiro para comprar uma.
Talvez no próximo ano seja diferente, assim o Santo me proteja
da doença e a esperança se mantenha no meu coração.

Passa o tempo.
Passam os anos.
Cresci. Passei pelas etapas normais do ser humano: adolescência e juventude.
A vida trocou-me as voltas e o destino ditou as regras.
Aprendi inúmeras e duras lições de vida.
Tornei-me mulher à conta dos anos que passaram.
Mantém-se o sorriso de criança e as recordações de alguns momentos vividos e sentidos.

Ano 2008
Sábado de Janeiro.
Cai a noite na Vila. Tocam os sinos.
Dezanove anos depois, há festa de novo.
S. Sebastião, acolhe os paroquianos na sua capelinha.
Desta vez, estou longe na distância física que nos separa.
As limitações do corpo assim o exigem.
Hoje não lançam foguetes, não os ouvi. Só os sinos tocam alegremente à festa.

Perco-me nos pensamentos, nas recordações da criança que fui, no desejo
e esperança, guardados neste dia de S. Sebastião.

Espanto meu. Surpresa minha.
Ver e tocar a fita vermelha abençoada por S. Sebastião.
A fitinha que desejei ter traçada no meu peito de criança, recebi-a hoje.
Está traçada no meu peito de mulher, abraçando finalmente o meu sonho.

Só o amor da Mãe que tenho,
me enche o coração de orgulho feliz e
não deixa nunca que eu perca os meus sonhos
e o meu sorriso de criança.


 




Eu tenho e não sei porquê.
Letra a letra se junta
Em palavras que deslizam.

Lápis, caneta, teclado.
Tanto faz.
Em papel branco ou timbrado.

Soltam-se por aqui, por aí…
No silêncio que tem voz.

Mania que não se oculta…
Escrever, escrever,…

Alguém vai ler?!…


E comentar??
¿¿ ¡ ?? 





Máscaras.
Máscaras que ocultam mundos.
Vidas perdidas.
Razões esquecidas.
Risos e prantos.
Sabedoria e encantos.
Lágrimas e dor.
Paixão e amor.


Máscaras.
scaras coloridas.
Tristes, divertidas.
De Carnaval.
Em rostos sem igual.

-Luzita-




Por:


Blog’s a nomear:
Todos os que fazem parte da minha:

Simplicidades Amigas

 



 
Foste sonho,
Outrora sonhado.
És sonho,
Presente, concretizado.

Foste escolhido.
Simplicidades chamado.
És preferido.
Eternamente amado.

Foste paixão,
De palavras sem fim.
És paixão,
De amor em mim.